Advertência

 

 

Os gentis que me leram o Quando você foi árvore certamente notarão que esta canção do sumidouro está intimamente ligada a ele, se não pela coincidência temática, ao menos pelos subtítulos. Ambos são oferendas, à maneira própria dos ebós: um tanto desordenadas, com motivos subterrâneos e ritmos ditados pelo diáfano, deitadas à rua para que qualquer passe por elas sem dar muita atenção.

Os gentis que me leram o Quando você foi árvore notarão também que esta canção do sumidouro, espécie de hipertexto da culpa, sugere uma atitude de leitura peculiar. Há links para imagens, vídeos e sons, para avenidas, retornos, rotatórias, becos com e sem saída. Nada muito diferente, contudo, do que viemos fazendo nesses quinhentos mil anos de existência.


V. H.

 

 

 

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