Tudo o que eu quero,
neste momento,
é não ter tinta.
Que ela (a pressão imensa
esmagando os pulmões)
escorra tão forte,
por dentro da esferográfica,
em direção ao teto,
e encubra as palavras
que ninguém mais tenta ler nas estrelas.
O branco da página só é silêncio
o quanto termina.
Seu rosto agora em volapuque
me faz sair (a porta, velha amiga)
rumo ao verdemarrom&tc
da aglomeração mais próxima.
Que bonito: depois de tanto tempo,
a prefeitura resolveu plantar umas
árvores por aqui.


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